Resumo: Poema amador dedicado às crianças que partiram com dor e entregues ao "Deus dará".
Mamãe! Quando eu crescer quero ir ao topo
E sair em todos os canais da mídia moderna
Igual a você, mosquito da dengue... Famoso!
Que pica o povo do condomínio ou da favela
Vão dizer que sou mais um mosquito medroso
Por falar que favela não é lugar de mortandade
Lá se queima um bagulho no mosquito dengoso
E as crianças sobrevivem. Viva a comunidade!
O “fumacê” virou na contramão, sem uma meta
“Saci-pererê” fumou, baseado na forma amadora
Sou assim! Sou Aedes aegypti. Dengue na certa!
Ai de ti! Não é dengo... É epidemia assustadora
PAC deles, abandono, conversa fiada e picadas
Trinta e cinco mil sofrem aqui no Rio de Janeiro.
Quarenta pessoas embalsamadas... São almas!
Sofridas, penadas, por descaso do embusteiro
Mamãe! Quero ser um mosquito bem valente
É melhor que ser aquele vampiro impostor...
Livre em 2008... Bebo sangue! Mato gente!
Sem prevenção, sem direção... Aqui eu estou!
Biografia: *** LAILTON ARAÚJO *** 1) Sou músico, arranjador, compositor, cantor, estudante de Ciências Biológicas, ex-professor voluntário de Biologia e Geografia, pesquisador de ritmos regionais brasileiros e aprendiz de escritor nas horas vagas. *** 2) Nasci em Sertânia - Estado de Pernambuco - Brasil. Trabalho há 26 anos nas áreas de produção musical, divulgação, agenciamento artístico e gravação em estúdio. *** 3) Fundei em 1981 a BANDA MOXOTÓ - grupo nordestino de renome nacional - e sou um dos principais componentes. *** 4) Desenvolvendo carreira solo desde 2003, apresento o show de MPB - "TERRA E MAR". Nesse evento existe a poesia em fusão com a musicalidade universal. O amor, a esperança, a ecologia e a nova visão do ser humano, são enredos necessários à paz e harmonia do planeta Terra. *** 5) Contatos: lailtonaraujo@ig.com.br